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“A vida é minha, o corpo é meu e as escolhas são minhas.”

Família unida ao pôr do sol representando como cuidar da saúde também é uma responsabilidade com quem amamos

“A vida é minha, o corpo é meu e eu faço o que quiser.”

As escolhas são pessoais. As consequências, nem sempre.

Anos de sono ruim, alimentação desregulada, excesso de álcool, cigarro, sedentarismo e descuido com a saúde podem parecer decisões individuais. Até que deixam de ser.

Quando a saúde piora, quem está ao redor também entra na história. O marido ou a esposa reorganiza a rotina. Os filhos convivem com limitações que não escolheram. Os pais se preocupam. A família assume responsabilidades.

Repetir “a escolha é minha” é confortável. A consequência raramente fica só com quem escolheu.

Isso começa antes mesmo de os filhos nascerem.

Quando um casal pensa em ter um bebê, homem e mulher participam da geração daquela vida. A mulher carrega a gestação, mas o homem também fornece metade do material genético. Preparar-se para uma gravidez saudável não é tarefa exclusiva dela.

Ambos deveriam chegar a esse momento nas melhores condições possíveis. Alimentação, sono, atividade física, controle de doenças e evitar cigarro e excesso de álcool fazem parte dessa responsabilidade.

Para o cristão, há uma dimensão maior.

São Paulo lembra que o corpo é templo do Espírito Santo (1Cor 6,19-20).

Isso significa reconhecer que o corpo é um dom e merece cuidado.

Cuidar do corpo é também preservar a capacidade de servir: estar presente para os filhos, caminhar ao lado do marido ou da esposa, trabalhar, ajudar os pais e cumprir responsabilidades.

Nem toda doença é evitável. Pessoas cuidadosas também adoecem. Mas usar isso como desculpa para ignorar hábitos que aumentam riscos é uma forma conveniente de fugir da responsabilidade.

Talvez a gente devesse parar de perguntar apenas:

“Eu quero comer isso?”

“Eu quero beber isso?”

“Eu quero continuar vivendo assim?”

Talvez a pergunta mais madura seja:

Se minhas escolhas de hoje comprometerem minha saúde amanhã, quem mais carregará comigo as consequências?

Cuidar de si é gratidão a Deus, responsabilidade e respeito por quem ama você.

Porque, no fim, o corpo é seu.

Mas as consequências raramente são só suas.
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