Neste episódio, eu converso com Lucius de forma aberta sobre a minha história, minha rotina e tudo o que me levou a mergulhar de vez no universo da alimentação carnívora. Também conto um pouco de quem eu sou fora da internet — analista de sistemas, morador de Salvador, apaixonado por música eletrônica e bodyboard — e explico como surgiu o apelido “DJ Surfista”, que acabou ficando comigo mesmo depois de o perfil passar a ser muito mais voltado à saúde, nutrição e divulgação de estudos científicos.
Ao longo da conversa, compartilho como a minha vida começou a mudar de verdade em 2015, quando eu estava acima do peso, com sinais claros de desorganização metabólica, incluindo esteatose hepática, diabetes e síndrome metabólica. Eu vinha de uma relação difícil com a comida, marcada por compulsão e excessos, e foi justamente quando comecei a melhorar que senti a necessidade de entender, com mais profundidade, o que estava acontecendo no meu corpo. A partir daí, estudar deixou de ser curiosidade e virou compromisso.
Eu também explico por que passei a compartilhar esse conteúdo nas redes com tanto cuidado. Mesmo não sendo médico nem nutricionista, sempre tive um perfil técnico, investigativo e muito criterioso. Então, em vez de sair repetindo opinião ou modismo, eu escolhi um caminho mais responsável: buscar estudos, livros, autores e evidências para tentar traduzir tudo isso de forma acessível para quem está perdido no meio de tanta informação confusa sobre saúde e alimentação.
No episódio, eu falo ainda sobre as diferenças entre low carb, paleo, cetogênica e carnívora, mas sem transformar isso numa guerra de rótulos. O ponto central, para mim, é que muitas pessoas já melhorariam muito se simplesmente retirassem ultraprocessados, reduzissem carboidratos problemáticos e deixassem de basear a alimentação em produtos que só atrapalham. Depois disso, entram os ajustes individuais, porque nem todo mundo precisa fazer a mesma estratégia, na mesma intensidade.
Também conto como foi a transição para a carnívora em 2017. Naquele momento, minha saúde já tinha melhorado bastante, mas eu quis testar até onde dava para simplificar a alimentação sem perder resultados — e, quem sabe, até melhorar mais. Falo sobre os exames, sobre a decisão de seguir sem suplementos naquele período e sobre como essa experiência reforçou ainda mais minha confiança numa alimentação baseada em comida de verdade, especialmente alimentos de origem animal.
A conversa passa ainda pela minha rotina alimentar atual, pela praticidade dessa forma de comer, pela minha visão sobre flexibilidade metabólica, café, álcool, mel cru e exames de acompanhamento ao longo dos anos. No fundo, este episódio é sobre muito mais do que dieta. É sobre recuperar saúde, ganhar clareza, sair do piloto automático e perceber que, quando a pessoa entende o que está fazendo e por que está fazendo, tudo fica mais simples, mais sustentável e mais verdadeiro.
Lista de referências de estudos sobre álcool
