Uma reflexão para a Semana Santa


Você é um pensamento de Deus.

Antes da criação da luz e das trevas, Ele já conhecia você e já amava você.

E é essa mesma Mente Divina que se fez carne e habitou entre os seus pensamentos.

Enquanto sustentava as galáxias em seu devido lugar, Ele foi pregado numa Cruz.

A Mente Divina sofreu para reconciliar consigo os seus pensamentos.

A realidade de quem você é é bela demais para ser plenamente compreendida.

Não se diminua.

A Mente Divina e seus pensamentos

Você é um pensamento de Deus feito carne.

O pensamento de você está com Deus e em sua Mente Divina desde antes que Ele lançasse os fundamentos da terra.

Antes de formar você no ventre de sua mãe (Sl 139:13), Ele já conhecia você (Jr 1:5).

Você é um pensamento de Deus feito carne — e é a Mente de Deus que lhe deu existência e continua sustentando sua existência hoje.

Quando um carpinteiro faz uma cadeira, a cadeira existe separadamente do carpinteiro. Mas, quando Deus fez você, você não existe separado d’Ele — assim como um pensamento não pode existir fora da mente.

Ele criou você e continua sustentando sua existência (Cl 1:16-17).

Você pensa nas coisas porque elas existem, mas as coisas existem porque Deus pensa nelas.

Se Deus deixasse de pensar em você, isso significaria o seu fim — um pensamento que já não é mais sustentado na Mente.

Quem é a Mente Divina?

A pergunta não é “o que”, mas “quem”.

A Mente Divina é uma Pessoa.

A Escritura revela o Filho como o Verbo eterno (“Logos”) (Jo 1:1), Aquele por meio de quem todas as coisas foram feitas e em quem todas as coisas subsistem (Cl 1:16-17).

Santo Agostinho ensina que esse Logos é a Mente Divina.

É essa mesma Mente Divina — a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Filho — que se encarnou em Jesus Cristo (Jo 1:14).

O que isso significa?

Significa que a Mente veio habitar entre os seus próprios pensamentos.

O mesmo Jesus Cristo que andou sobre a terra é o mesmo Verbo Divino por meio de quem todas as coisas foram criadas e por quem todas as coisas são sustentadas (Jo 1:1-3,14; Cl 1:16-17; Hb 1:3).

Na verdade, enquanto Maria dava à luz Jesus, Jesus sustentava Maria — e toda a criação — na existência.

Uma reflexão para a Semana Santa

E, dentro do contexto da Semana Santa, isso nos apresenta uma verdade brutal e bela sobre a Cruz de Cristo.

Enquanto os centuriões zombavam de Jesus, era Ele quem os sustentava na existência.

Enquanto os judeus traíam o seu próprio Messias, era Jesus quem os sustentava na existência.

Enquanto cravavam os pregos em suas mãos, Jesus sustentava na existência os pregos, o martelo, a madeira e os romanos (Cl 1:17).

Tudo o que Ele precisaria fazer para escapar do seu tormento seria pensar de outro modo, e tudo teria terminado.

Mas Ele não fez isso.

Não fez porque ama você.

Não fez porque a Mente Divina quis sofrer para reconciliar todas as coisas — inclusive você, um pensamento de Deus — de volta à Mente que lhes deu existência.

Pelo sangue de sua cruz, Ele convida você a entrar em bela harmonia com sua origem divina (Cl 1:19-20).

Esta semana é a Semana Santa.

Esta semana é uma semana de Amor.

Esta semana é um convite a uma realidade que, honestamente, é bela demais para que possamos sequer compreendê-la plenamente.

Fonte: The Ascent

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