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A dieta muito baixa de carboidratos é segura para indivíduos com doença renal crônica?


O estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de New South Wales, na Austrália, analisou os efeitos de uma dieta muito baixa em carboidratos (VLCHD) em pacientes com síndrome metabólica e doença renal crônica (CKD) nos estágios 3 e 4. O objetivo era verificar se essa dieta poderia ser segura para esses indivíduos e se traria benefícios à saúde.

A pesquisa foi realizada entre 2020 e 2022 em uma clínica médica na cidade de Port Macquarie, Austrália. Dezoito participantes, com idade entre 47 e 77 anos, seguiram a dieta por pelo menos três meses. Essa dieta consistia em limitar o consumo de carboidratos a menos de 30g por dia, enquanto proteínas e gorduras eram ajustadas conforme necessidade. Os participantes foram acompanhados regularmente para monitoramento da saúde e ajuste de medicamentos.

Os resultados mostraram que a dieta ajudou na redução de peso, com uma diminuição significativa do índice de massa corporal (IMC). Além disso, houve melhora nos níveis de glicose no sangue, medida pela redução da hemoglobina glicada (HbA1c). Isso permitiu que a maioria dos participantes reduzisse ou até eliminasse o uso de medicamentos para diabetes e pressão alta.

Um dos principais receios sobre essa dieta era o possível impacto negativo nos rins. No entanto, os pesquisadores não encontraram sinais de piora na função renal. Pelo contrário, os níveis de creatinina e ureia diminuíram, e a taxa de filtração dos rins (eGFR) permaneceu estável ou até melhorou em 15 dos 18 participantes. Nenhum deles apresentou progressão para um estágio mais avançado da doença renal.

Além disso, não foram observadas alterações significativas nos níveis de colesterol (LDL) e triglicerídeos, o que sugere que a dieta não elevou o risco cardiovascular. A pressão arterial também foi melhor controlada, permitindo que alguns pacientes reduzissem a medicação.

Os pesquisadores concluíram que a dieta VLCHD pode ser uma opção segura e eficaz para melhorar a saúde metabólica e reduzir o risco cardiovascular em pacientes com síndrome metabólica e doença renal crônica. Eles sugerem que mais estudos sejam feitos para confirmar os achados e orientar melhor os médicos sobre a prescrição desse tipo de alimentação.

Fonte: https://bit.ly/4iudFuZ

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