Quando os carboidratos são tratados como opcionais, o que sustenta o progresso no treinamento resistido não é “um pré-treino obrigatório”, e sim a soma de três pilares: consistência, progressão de carga e proteína/energia suficientes ao longo do dia.
A própria matéria da Health.com aponta que dá para fazer musculação em jejum e que o melhor cenário depende de objetivo e resposta individual.
Desfechos positivos que você pode esperar
1) Força e hipertrofia podem evoluir mesmo treinando em jejum
Um ensaio clínico randomizado de 12 semanas comparou treinamento resistido após jejum noturno versus estado alimentado (com refeição rica em carboidratos antes do treino). O estudo reporta melhora de hipertrofia e desempenho neuromuscular com o treinamento. A leitura prática é: o treino funciona como estímulo mesmo sem refeição prévia, desde que o restante do dia dê suporte à adaptação. (PubMed)
2) Mais aderência, menos “fricção” na rotina
Para muita gente, treinar cedo em jejum é simplesmente mais fácil: menos decisões, menos preparo, menos desconforto gastrointestinal. E esse ponto é decisivo porque, no longo prazo, o que constrói resultado é repetição.
3) Sensação de estabilidade energética (para quem se adapta bem)
Algumas pessoas relatam treinos mais “limpos”, com energia estável, especialmente quando o corpo já está habituado a períodos sem comer e a usar gordura como combustível. Isso é compatível com a fisiologia do jejum discutida em revisões sobre jejum e exercício, que descrevem mudanças metabólicas com protocolos de jejum, variando conforme perfil e estratégia. (PubMed)
Onde o resultado realmente se decide: proteína diária e recuperação
Se carboidratos são opcionais, a prioridade objetiva fica mais nítida: atingir proteína suficiente e sustentar energia total compatível com seu objetivo.
A International Society of Sports Nutrition (ISSN) aponta que exercício resistido e ingestão de proteína atuam de forma sinérgica na síntese proteica muscular, e indica como faixa geral de ingestão diária algo em torno de 1,4–2,0 g/kg/dia para pessoas ativas. Você pode treinar em jejum sem comer antes, mas precisa garantir uma boa ingestão de proteína e energia nas refeições depois para sustentar a recuperação e a adaptação ao treino. (PubMed)
Estratégia motivadora e realista: “o pré-treino é o seu hábito”
A melhor mentalidade aqui é simples: o pré-treino não é um alimento; é o compromisso. Se você já decidiu que carboidratos são opcionais, então seu foco vira:
- Comparecer e executar o treino resistido com qualidade.
- Progredir aos poucos (carga, repetições, volume).
- Garantir proteína diária e boas refeições na janela alimentar.
- Dormir e recuperar.
Esse pacote é o que faz o corpo “assinar” o contrato de adaptação.
Conclusão
Com base na matéria e no que as principais referências sobre nutrição esportiva e treinamento resistido sustentam, a mensagem é direta: você pode treinar em jejum e evoluir, com carboidratos sendo uma ferramenta opcional — não uma condição para resultados. Se o jejum torna o processo mais simples e sustentável, isso já é uma vantagem concreta: menos desculpas, mais consistência, mais progresso.
Fonte: https://www.health.com/can-you-strength-train-while-fasting-11881511
