Nesta palestra, eu conto como tudo começou para mim em setembro de 2017, quando eu e a Tatiane decidimos testar a dieta carnívora depois de anos estudando baixo carboidrato e comida de verdade. Não foi uma decisão por moda. Foi um teste consciente: seguimos por um período, acompanhamos como o corpo respondia e confirmamos com exames. Quando os resultados apareceram, a pergunta virou inevitável: por que isso funciona tão bem para algumas pessoas?
Esse estilo de vida está cercado de medo e rótulos, mas dá para discutir com calma, com fatos e com exemplos reais. Faço questão de deixar claro que não estou tentando “convencer” ninguém. Meu objetivo é organizar informações para que cada pessoa consiga pensar melhor, entender o que está fazendo e, se decidir testar, fazer isso com mais segurança.
Para sustentar essa conversa, eu organizei o conteúdo em grupos de evidências, justamente para não depender de um único tipo de fonte. Ao longo da apresentação, eu passo por estudos, casos clínicos, livros, relatos, anedotas e documentários. A intenção é mostrar o tema por vários ângulos e ajudar o público a diferenciar opinião de observação, e observação de evidência.
Nesta palestra, eu procurei mostrar que uma dieta centrada em alimentos de origem animal não é uma invenção recente. Apresento relatos e registros antigos de médicos que observaram melhora em diferentes situações quando o carboidrato era reduzido e a alimentação ficava mais baseada em carne e gordura. Trago também exemplos mais atuais, descritos em publicações e relatos clínicos, além de pontos que sempre geram dúvidas, como adaptação do corpo, marcadores em exames e a questão de vitaminas e minerais.
Eu explico que a história humana também ajuda a entender essa discussão. Mostro relatos de exploradores e povos tradicionais que viveram por longos períodos com pouco acesso a vegetais e, ainda assim, conseguiam sobreviver e manter boa saúde dentro do contexto em que viviam. A ideia aqui não é romantizar nada, e sim lembrar que o ser humano é mais adaptável do que muita gente imagina.
Esse assunto precisa ser tratado com seriedade. Sem exageros, sem ataques e sem julgamento automático. O que faz sentido é avaliar o contexto, acompanhar exames, observar resultados reais e estudar fontes confiáveis. Espero que minha contribuição ajude no entendimento desse tema e deixo um convite: menos barulho e mais clareza, para que cada pessoa tenha autonomia para decidir o que funciona melhor para a própria saúde.
Para quem quiser estudar com mais profundidade, eu reuni todas as referências citadas na palestra e muitas outras no meu eBook Evidências para uma Dieta Baseada em Animais, com o conteúdo completo e organizado para servir como material de consulta e estudo aprofundado.