O preço da Liberdade é a eterna vigilância.


Quando Admirável Mundo Novo foi publicado em 1931, Huxley não considerou que o mundo distópico representava uma ameaça iminente. 30 anos depois, no entanto, após a 2ª Guerra Mundial, a disseminação do totalitarismo e os grandes avanços feitos em ciência e tecnologia, ele mudou de opinião e, em um discurso proferido em 1961, apresentou a seguinte advertência:
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"Haverá, na próxima geração, um método farmacológico de fazer as pessoas amarem sua servidão e produzirem ditadura sem lágrimas, por assim dizer, produzindo um tipo de campo de concentração indolor para sociedades inteiras, de modo que as pessoas terão de fato suas liberdades tiradas delas, mas preferirão apreciar isso, porque elas estarão distraídas de qualquer desejo de se rebelar por propaganda ou lavagem cerebral, ou lavagem cerebral aprimorada por métodos farmacológicos. E esta parece ser a revolução final."
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Os paralelos que existem entre o livro e as sociedades modernas são inegáveis. Em Admirável Mundo Novo, Huxley se perguntava como futuros engenheiros sociais poderiam convencer seus súditos a usarem drogas "que os fariam pensar, sentir e se comportar da maneira que eles achassem desejável". Ele concluiu: "Com toda a probabilidade, será suficiente apenas disponibilizar as pílulas."
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Hoje, estima-se que 1 em cada 6 americanos esteja sob alguma forma de droga psicotrópica. A capacidade de gratificar os impulsos sexuais on-line levou muitas pessoas às garras do vício em pornografia; e smartphones e outras tecnologias proporcionam distrações estúpidas e prazerosas que consomem a atenção da maioria das pessoas, na maior parte do dia. Até que ponto essas diversões são intencionalmente impostas a nós e em que medida elas são respostas espontâneas à demanda do consumidor, não está claro. Mas seja qual for a resposta, a realidade é que uma população distraída e amuada simplesmente carece de recursos mentais para resistir à escravidão.
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"Quando um escravo se torna feliz, ele efetivamente renunciou a tudo o que o torna humano." — Frederick Douglass



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Brave New World: série sci-fi baseada na obra de Aldous Huxley

A nova série lançada pelo serviço de streaming Peacock da NBCUniversal é baseada no romance de Aldous Huxley de 1932 a série retrata uma sociedade utópica reinada pela paz e estabilidade.

Com um elenco de renome que inclui Alden Ehrenreich (Solo: A Star Wars Story), Jessica Brown Findlay (Downton Abbey) e Harry Lloyd (Game of Thrones), Brave New World, produzido pela UCP em associação com  a Amblin Television, contará a história de uma sociedade onde dinheiro, monogamia, privacidade e a História em si são temas proibidos e passados.

A série segue Bernard Marx (Harry Lloyd) e Lenina Crowne (Jessica Brown Findlay), cidadãos de Nova Londres, que vivem neste novo regime, submersos numa cultura de gratificação instantânea e relações sexuais omnipresentes, controlados por um medicamento perfeito chamado “Soma”. Curiosos para explorar a vida para lá desta sociedade utópica, viajam para as Terras Selvagens, onde encaram uma rebelião violenta tendo de ser salvos por John (Alden Ehrenreich). Decidem voltar para Nova Londres juntos, mas a chegada de John ameaça destabilizar esta rígida sociedade utópica e complicar as vidas de Bernard e Lenina, levando a que desenvolvam uma relação difícil que os desperta para os perigos do seu próprio condicionamento.

2 comentários:

  1. É muito comum vermos andando por aí, homens e mulheres aprisionados a drogas lícitas, prescritas por profissionais de saúde como algo muito normal fazendo parte do cotidiano como se fossem necessárias e vitais.

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    1. É uma triste realidade, mas que pode ser superada com conhecimento e força de vontade.

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