No livro Dieta optymalna, os autores descrevem um padrão alimentar de alto teor de gordura, carboidratos muito baixos e proteína ajustada. A proposta é organizar a alimentação a partir de uma ideia central: a composição (proporções entre macronutrientes) vem antes da contagem de calorias ou da variedade de grupos alimentares. Esse modelo é associado, na literatura científica, ao grupo de estratégias cetogênicas/baixo carboidrato, nas quais a redução importante de carboidratos muda a forma como o corpo obtém energia.
A “regra de composição” apresentada pelos autores
O livro explicita uma proporção de referência entre proteína, gordura e carboidratos. Em termos práticos, eles descrevem o “padrão” como:
- 1 parte de proteína
- 2,5 a 3,5 partes de gordura
- 0,3 a 0,5 partes de carboidratos
No próprio texto, essa lógica é apresentada como “regra de proporção” para estruturar as refeições.
Como isso se traduz em comida de verdade
A proposta, na prática, tende a gerar um prato com:
- Base proteica (geralmente de origem animal).
- Gordura suficiente para ser o principal combustível do dia.
- Carboidratos mantidos em um nível baixo, usados de forma restrita e controlada.
Essa descrição é coerente com definições científicas amplas de dietas cetogênicas: muita gordura, carboidratos bem reduzidos e proteína ajustada à necessidade.
Quais alimentos entram com mais frequência (e por quê)
O foco do livro recai sobre alimentos que, por composição, concentram gordura e proteína com poucos carboidratos. Em geral, isso inclui:
- Carnes e cortes mais gordos
- Ovos
- Laticínios mais gordurosos, quando tolerados
- Gorduras culinárias de origem animal, usadas para completar a proporção proposta
- Itens com carboidratos em quantidades pequenas, com uso bem mais limitado
O ponto central, na lógica dos autores, é que esses alimentos facilitariam o cumprimento das proporções sem depender de grandes volumes de comida.
Frequência das refeições e sensação de fome
O livro descreve que, ao priorizar gordura como principal componente energético e reduzir carboidratos, muitas pessoas acabam comendo menos vezes ao dia, frequentemente 2 a 3 refeições, por maior sustentação entre elas. Essa observação também aparece com frequência em descrições clínicas e revisões sobre padrões cetogênicos, embora a resposta varie entre indivíduos.
Ajustes de proporção conforme o contexto
Um detalhe importante do próprio livro é que os autores não tratam a proporção como “imutável”. Eles descrevem períodos de adaptação e ajustes conforme objetivos e condições individuais. Por exemplo, o texto cita que, em certas situações, a proporção poderia ser temporariamente modificada, com mudanças no peso relativo de proteína e gordura, antes de retornar a um padrão considerado “ideal” pelos autores.
Ponto de segurança que o próprio livro reconhece
O livro traz um alerta relevante: em algumas condições clínicas, iniciar o padrão alimentar sem orientação pode levar a piora, especialmente quando a pessoa ajusta os macronutrientes de modo inadequado ao problema de base. O texto menciona um exemplo envolvendo doença renal e destaca a necessidade de critério no ajuste de proteína.
Essa cautela também é compatível com a literatura médica: intervenções cetogênicas e muito baixas em carboidratos costumam ser descritas como estratégias que podem exigir monitoramento individual, principalmente em pessoas com comorbidades ou uso de medicamentos que impactam glicemia e pressão arterial.
Como entender a proposta em uma frase
O que o livro chama de “Dieta Ótima” é, essencialmente, uma estratégia em que a gordura ocupa o papel principal na energia diária, a proteína é calculada/ajustada, e os carboidratos ficam em faixa baixa, com a alimentação sendo montada para bater uma proporção alvo com consistência.
Fonte: https://amzn.to/4bMS1lg
